quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
A magia das prendas
Sei que o Natal já passou mas aniversários há todos os dias por isso o tema das prendas está sempre em voga.
Até gosto de receber prendas, gosto da magia da surpresa, mas depois vem sempre a desilusão.
Acho que por causa disso deixei de gostar de as receber, dispenso-as no Natal e no aniversário também.
Na hora de oferecer tento ir de encontro do estilo da pessoa que vai receber, e o que gosta. Compro sempre com bastante antecedência pois gosto de escolher a prenda certa, embora penso que isso seja um mito.
No meu caso, sinto muitas vezes que não houve qualquer cuidado na escolha. Houve uma determinada situação no Natal, em que o meu amigo secreto colocou a prendinha no pinheiro com o saco completamente aberto. O que significa que 15 dias antes da troca de prendas eu já sabia o que ia receber.
Numa outra situação ofereceram-me uma blusa super apertada, mal conseguia vestir e nem me podia mexer dentro dela. Peguei no talão, fui trocar mas com aquele valor não consegui trocar por nada porque a pessoa tinha descoberto a verdadeira pechincha da loja e deve ter ficado feliz da vida a pensar que pechincha era a minha cara. E por fim, a situação mais comum é oferecerem-me o que não uso.
Não uso écharpes. Toda a gente deveria saber disso porque nunca ninguém me viu com nenhuma. Mas insistem, devem achar que eu não uso porque não tenho dinheiro para comprar e então "coitadinha, vamos lá oferecer uma écharpe". Mas mesmo nunca usando aquela écharpe, vem o ano a seguir e volta a oferecer écharpe. Estou cheia de écharpes que nunca usei, qualquer dia faço uma feira com elas.
Se acham que estou a falar de pessoas que não me veem regularmente esqueçam, eu estou a falar de pessoas próximas, família e amigos próximos.
Toda a gente sabe que gosto de ler, adoro livros. Nunca ninguém me ofereceu um livro. Mas também deixem estar, é melhor não.
Porque toda a gente sabe que eu adoro maquilhagem e quando oferecem são batons pretos ou roxos, ou lápis de sobrancelhas (eu não uso, tenho as sobrancelhas bem compostas).
Por isso não se matem a comprar prendas para mim, eu dispenso. É que nem rasgar papel me põe em pulgas para saber o que está dentro. E esqueçam lá as boas intenções. Já tenho idade suficiente para finalmente perceber que a melhor prenda é mesmo a presença das pessoas, aquelas que mais amo.
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